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O que sao fosseis?

http://dino.claw.ru/imgsm/1290-4.jpgA origem da palavra fossil esta no latim Fossilis, que significa o que se tira da terra. O termo foi originalmente aplicado aos objetos existentes abaixo da superficie da terra, inclusive os objetos arqueologicos. Hoje em dia o termo e utilizado exclusivamente para denominar quaisquer evidencias pre-historicas de plantas ou animais mortos ou vestígios de organismos encontrados em rochas mais antigas que 10 mil anos, antes do Holoceno, a época em que vivemos..

Um fossil pode ser, por exemplo, fragmentos de ossos de um animal, as impressoes de suas pegadas nos sedimentos, folhas, troncos e frutos de plantas, inclusive suas impressoes, conchas de invertebrados, perfuracoes feitas por organismos, ou mesmo inusitadas formas
microscopicas, como polens de plantas, protozoarios, fragmentos de algas, fungos, etc.

Mas às vezes um organismo inteiro é preservado, o que pode ocorrer quando as criaturas ficam presas em resina de âmbar; ou então quando são enterradas em turfeiras, depósitos salinos, piche natural ou gelo. Entre as muitas descobertas fascinantes feitas em regiões árticas extremamente geladas como o norte canadense e a Sibéria, na Rússia, temos os restos perfeitamente preservados de mamutes e rinocerontes lanudos.

http://www.myplanet-earth.com/i/image042.jpgEssas descobertas são excepcionais e, quando ocorrem, chegam às manchetes do mundo inteiro.

A maioria dos fósseis transforma-se em pedra, um processo que leva o nome de petrificação.

De modo geral existem três tipos de fossilização. O primeiro é chamado de permineralização. Isso acontece quando líquidos que contém sílica ou calcita sobem à superfície e substituem os componentes orgânicos originais da criatura ou planta que ali morreu. O processo leva o nome de substituição ou mineralização. Em quase todo o mundo existem ouriços-do-mar silicificados em depósitos de greda; eles constituem um dos principais fósseis que você deve procurar em suas excursões.

Quando o organismo fossilizado contém tecidos moles – carne e músculos, por exemplo -, o hidrogênio e o oxigênio que compunham essa estrutura em vida são liberados, deixando para trás apenas o carbono. Este forma uma película negra na rocha que delineia o contorno do organismo original. Esse contorno chama-se molde, e os moldes de organismos muito delgados, como folhas, por exemplo, são chamados de impressões. Quando pegadas, rastros ou fezes fossilizadas (coprólitos) são assim prensados e preservados chamam-se vestígios fósseis.

As melhores condições para a fossilização surgiram durante sedimentações rápidas, principalmente em regiões onde o leito do mar é profundo o bastante para não ser perturbado pelo movimento da água que há por cima.

??????????? “http://www.animals-plants.com/i/dinosaurs_001.jpg” ?? ????? ???? ????????, ??? ??? ???????? ??????.Em termos gerais, todo fóssil deve ter a mesma idade do estrato de rocha onde se encontra ou, pelo menos, deve ser mais jovem que a camada diretamente abaixo e mais velho que a camada diretamente acima dele. Existe, porém, um pequeno número de exceções, quando o estrato provém de alguma rocha mais velha e se depositou numa rocha mais nova através de processos de sedimentação ou metamorfose.

Portanto, quando o cientista sabe a idade da rocha é capaz de calcular a idade do fóssil. Talvez o resultado mais espetacular disso tenha ocorrido no século XIX, quando cientistas britânicos descobriram os restos de misteriosas criaturas que, de acordo com os estratos circundantes, teriam forçosamente existido há pelo menos 65 milhões de anos. Esses animais de aspecto tenebroso – que até então eram completamente desconhecidos do ser humano – foram batizados de “dinossauros”, palavra de origem grega que significa “lagartos terríveis”.

A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia. Uma questão que normalmente surge é a diferença entre a Paleontologia e a Arqueologia. Esta última, trata do estudo de restos de seres humanos, civilizações antigas, como viviam, etc., normalmente mais recentes que 10 mil anos. Contudo, os arqueólogos também chamam restos humanos mais novos que 10 mil anos de fósseis.

Há padrões regulares nas rochas que são produzidos por diversos processos e podem facilmente ser confundidos com os fósseis verdadeiros. Estes “fósseis” podem ser formados por fissuras nas rochas que são preenchidas por minerais infiltrados. Outros tipos de pseudofósseis são os minérios kadega para, as formas arredondadas do minério de ferro, e ‘Ágatas de musgo’, que se parecem com folhas de plantas.

Fóssil vivo é um termo utilizado para espécies vivas que lembram uma espécie já fossilizada, como se o fóssil tivesse “voltado à vida”. Pode ser uma espécie conhecida apenas dos fósseis até que representantes vivos sejam descobertos (o exemplo mais famoso é o peixe celacanto, Latimeria chalumnae), ou uma única espécie viva sem parentes próximos, mas que é a única sobrevivente de um largo grupo no registro fóssil (o melhor exemplo é a árvore ginkgo, Ginkgo biloba). Outros “fósseis vivos” são Ennucula superba, Lingula anatina, um braquiópode inarticulado, o tuatara, e o Limulus polyphemus que se assemelha a um trilobita.

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